Mostrar mensagens com a etiqueta comédia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comédia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Je Suis Charlie

 

Passei a minha vida toda a desenhar bonecos. Nunca o fiz profissionalmente porque a vida me conduziu noutros sentidos mas sempre percebi o poder dos bonecos desenhados. Tenho uma profunda admiração por todos aqueles que fazem do cartoon e desenho satírico a sua vida. Sobretudo aqueles, como os franceses do Charlie Hebdo, que fazem do desenho um campo de batalha pela liberdade de expressão, pela liberdade do humor.

A profissão de jornalista anda arrastada pelo chão por estes pragmáticos do lucro que promovem o trabalho escravo, sem condições, sem estabilidade e sem segurança. Por algum motivo é tão fácil raptar ou matar um jornalista. Os terroristas e mesmo as polícias e os governos de países civilizados têm zero de respeito por estes profissionais. Sobretudo o poder político que os manipula para proveito próprio. Não há liberdade verdadeiramente.

Os artistas também, por outro lado, são desacreditados e espalmados pela lógica do gosto único, surpreendentemente um princípio do marketing neoliberal. Ou alinham em lógicas parvas de mercado ou desaparecem. De modo algum devem provocar o "establishment". No Portugal democrático foram censurados músicos e artistas plásticos que usaram os símbolos da nação. Censura aclamada por elites conservadoras que hoje choram lágrimas de crocodilo. Ai de quem brinque com a fé dominante e com os seus líderes. Quando um cartonista brincou com um Papa foi um escândalo, quando era suposto ser apenas uma brincadeira crítica e inteligente. Os nossos censores não pegam em armas porque são uns piegas medrosos. Não se aguentam à porrada. Matam de outras maneiras.

Não podemos abdicar da nossa liberdade de desenhar o que quer que seja, de dizer o que quer que seja. Os cartonistas do Charlie Hebdo eram uns brincalhões, nunca fizeram mal a ninguém e ajudaram muitos a ver as coisas de outro modo, por outro lado, e dessa forma ajudaram o mundo a compreender-se um pouco melhor.

Estou com eles. Não vou ter medo de desenhar. Recuso-me a ter medo de desenhar porque, entre outras coisas, houve quem tivesse morrido a defender esse direito.

Obrigado Charlie Hebdo. Obrigado Wolinski, Charb, Tignous e Cabu. Vocês e todos os que defendem a liberdade de expressão são os únicos profetas.

No meu pinboard "Illustration" no Pinterest partilhei alguns desenhos destes artistas.

 

terça-feira, julho 22, 2014

Objetivamente a P.A.C.C. é inútil.

Realiza-se hoje a segunda tentativa/chamada para realizar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades dos docentes contratados. Quero deixar bem claro que sou totalmente contra a prova. E sou, para além de um conjunto de outras razões políticas, porque a considero inútil essencialmente por dois motivos:
  1. Porque, objetivamente, a prova, pelo tipo de enunciado que apresenta, não certifica as competências profissionais dos docentes, quer ao nível específico das suas áreas, quer ao nível pedagógico, logo não tem repercussões na qualidade de ensino nas escolas.
  2. Porque a contratação de professores pelo Ministério da Educação depende apenas das necessidades das escolas, logo nenhum professor é contratado a mais ou a menos por causa da prova.
Estes são dois motivos objetivos e bastantes para a PACC ser inútil. Ela existe para afrontar os professores e as escolas onde são formados. É uma afronta ao conhecimento científico produzido em Portugal pelas Ciências da Educação e é, em última análise, uma despesa desnecessária para o orçamento da educação, um mau acto de gestão e uma medida que visa a desestabilização do sistema educativo.
Não há qualquer tipo de benefício, direto ou indireto, para os alunos das escolas públicas que resulte da aplicação da PAAC. E esta não é uma questão de opinião, é uma questão objetiva.

 

quarta-feira, julho 24, 2013

And Now for Something Completely The Same!

Depois da exigida remodelação, no governo há caras novas mas ideias velhas.

Mais um do BPN, essa Universidade de Inverno do PSD, desta vez nos Negócios Estrangeiros. É sempre bom para a credibilidade manter homens da confiança de Oliveira e Costa no Governo. Isto para além daquele que mantemos na Presidência... Dá um outro sentimento de estabilidade aos mercados e aos eleitores. Assim temos a certeza de que tudo continuará na mesma.

No ambiente um especialista, mas não estou a ver que interesse Passos Coelho possa ter pelo assunto e um economista fala barato do CDS/PP na Ministério da Economia que vai fazer coisa nenhuma porque nenhuma coisa está planeada para além de cortes, cortes e mais cortes.

Paulo Portas vai ser Vice PM. É uma óptima ideia pôr Portas sem nada que fazer mas com cadeira de camarote a controlar tudo. Será o ministro sem pasta que vai assinar em privado e rejeitar em público. Uma boa medida para quem gosta de ter facas espetadas nas costas, mas enfim...

Hoje vi o Helder Rosalino na RTP e ia jurar que no intervalo do governo plantou mais três cabelos. Acho que ele planta um sempre que garante uns quantos despedimentos na função pública. Ou arranca, confesso que é complicado acompanhar. O objetivo final da reforma na função pública deve ser ficar apenas com os motoristas do governo e uma ama para a criança da Assunção Cristas que vem aí.

Com tudo isto e com a ajuda de Pires de Lima ficaremos a saber que o novo sabor do governo para o Verão é...

Exatamente o mesmo, apenas servido em garrafas da Super Bock!

sábado, julho 13, 2013

O dia em que se ficou a saber que a educação pode mudar o mundo.

Foi o espanto e a agitação geral na assembleia da ONU quando Malala Yousafzai, uma ativista paquistanesa de 16 anos, bloguista, defensora dos direitos humanos e do direito à educação, sobrevivente de um atentado taliban, proferiu a seguinte declaração:

“Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. A educação é a única solução. Educação primeiro.”

Os presentes aplaudiram as palavras mas não muito longe dali as reações foram bem diferentes.

O Goldman & Sachs e o JP Morgan pediram que Malala frequentasse de imediato e compulsivamente um curso organizado pela Reserva Federal para perceber melhor o que pode ou não mudar o mundo. O tipo que criou aquele avião drone bombardeiro de longo alcance que faz tudo sozinho ofereceu-se para fazer uma demonstração a Malala. "Pomos um árabe no meio do deserto com uma caneta e um livro e mandamos o X-47B mostrar-lhe quem pode mudar o mundo" afirmou o engenheiro especializado em armamento.

Em Portugal, ao ver a notícia, Pedro Passos Coelho liga a Aníbal Cavaco Silva de urgência e este diz-lhe que a estabilidade política e dos mercados não pode ser posta em causa por uma garota árabe de 16 anos.

Em resultado foi convocado um Conselho de Ministros extraordinário, na nave central do Mosteiro dos Jerónimos, mas sem a presença de Maria Luís Albuquerque "Vou à faculdade ler uns livros..." e Paulo Portas "Agora não me dava jeito, tou a fazer um sacrifício em nome do estado!".

Miguel Macedo propôs enviar um SMS à Troika com a pergunta:

"Vimos por este meio confirmar se um consultor financeiro, um grupo de investidores de risco, um banco e um daqueles quadros cheios de números e luzes se mantém como o modo oficial de transformar o mundo."

Poiares Maduro defendeu a criação de um Ask.fm do governo para responder às dúvidas dos banqueiros mais aflitos.

Fontes não oficiais revelam que Nuno Crato afirmou durante o Conselho de Ministros que iria ligar para o Paquistão para propor o sistema dual para que nunca mais uma miúda de 16 anos tivesse esse tipo de atrevimento. O Ministro da Educação chegou mesmo a afirmar com segurança "Malala chumbaria no exame de matemática com certeza! Queria vê-la a pagar explicações com uma caneta ou um livro!".

Paula Teixeira da Cruz afirmou indignada "Eu pensava que as gajas árabes não iam à escola!". "Modernices..." retorquiu Assunção Cristas.

Entretanto, ao telefone, Angela Merkel garantiu a Passos Coelho que Malala era amiga de Snowden no Facebook e que por esse motivo todas as verdades que dizia eram por defeito mentiras de acordo com comunicado da Casa Branca. Obama, que estava a ouvir a chamada pelo Prism, acrescentou que tinha provas de que Malala era uma agente infiltrada do Wikileaks porque Assange lhe tinha feito "like" num post.

A Standard & Poor's desceu em dois pontos o rating do Paquistão e classificou como lixo as declarações de jovens activistas na ONU. Os juros da dívida portuguesa aumentaram na sequência desta crise de valores.

 

quinta-feira, junho 20, 2013

Sr. Doutor Juiz, posso levar um insulto?

Este texto vem no contexto da notícia «Jornalista condenado a multa e indemnização por chamar "idiota" a ex-secretário de Estado» do jornal Público de 19 de junho de 2013.

Atenção: este texto tem linguagem menos própria para o consumo dos mais pudicos.
Acho muito complicado e perigoso que em Portugal se condene alguém por chamar "idiota" a um governante. Em primeiro lugar porque está em causa a liberdade de expressão e em segundo porque pode, em última análise, impedir que alguém diga a verdade.
Bem sei que o acórdão condena o arguido sobretudo por ter chamado "idiota" a um secretário de estado sem ter apresentado justificação para o efeito. Alguns argumentarão que ter sido secretário de estado de Sócrates é motivo bastante, por exemplo. São livres de pensar isso. Mas seria com certeza, como noutros casos se fez, muito fácil fazer prova da idiotice deste ou daquele secretário de estado em tribunal, bastando para o efeito recorrer à leitura de declarações públicas ou ao enunciado das medidas que se vão tomando nas secretarias de estado.
No caso em apreço o jornalista escreveu que o inatacável funcionário do estado "é o mais idiota dos políticos que conheço e foi durante este último ano e meio secretário de Estado da Agricultura e Florestas" e continua dizendo "um dia será ministro das Finanças, ou da Educação, ou da Justiça de um qualquer governo, a confiar no aparelho partidário do Partido Socialista, onde parece que toda a gente boa foi de férias e só ficaram as galinhas".
As palavras são fodidas (olha, usei uma delas agora mesmo). Se o jornalista em apreço tivesse o talento para desenhar um galinheiro com o símbolo do Partido Socialista pendurado e um grupo de galinhas a bicar no chão sendo uma delas a carinha laroca do dito inominável e inatacável secretário de estado, o senhor doutor juiz nunca o teria condenado. Apesar de sabermos todos que as galinhas são um bicho que só não é idiota quando está no tacho.
Mas os símbolos são do caraças e a semiótica é fodida. Se em vez de galinhas fossem porcos numa pocilga já era diferente e o juiz deste caso, admirador confesso, presumo, dos brilhantes trabalhos na área da liberdade de expressão realizados pela justiça iraniana ou chinesa, já iria franzir o sobrolho e pensava "mil... mil e trezentos, devem bastar". Já, por último, se trocássemos os porcos por cavalos talvez o dito ex-secretário de estado, cujo nome é impronunciável e cuja dignidade está acima de qualquer suspeita, decidisse em vez de um processo presentear o jornalista em causa com um belo cabaz de Natal. É a natureza dos signos.
O que, com certeza, o senhor doutor juiz, se esqueceu de estudar foi que a palavra "idiota" está ligada ao exercício da política desde a Grécia Antiga ou antes ao não exercício – a palavra vem da raíz iδio que significa “em si mesmo” alguém que se exclui e não participa e que por isso rejeita a política (como tão bem explica Papandreou na sua comunicação no TED – ver aos 12m34s).
Neste caso particular talvez o jornalista não se estivesse a referir à falta de exercício e participação política do dito cujo, mas antes a um exercício que, em si mesmo, exclui os outros, exclui a comunidade para a qual trabalha. Por estar distante daqueles a quem se destina é idiota por princípio. Exatamente aquilo que se passa hoje na nossa governação “idiota”.
Mas ser "idiota" toca a todos. Ser o "mais idiota" toca a quase todos, uma vez ou outra. Incluindo-me a mim na galeria dos mais idiotas muitas vezes. É diferente de chamar "gatuno" que implica roubar, ou "cabrão" que implica um exercício específico da sua senhora ou, no máximo dos máximos, "filho da puta" que põe em causa a moral da proveniência dos rendimentos da mãe. "Idiota" em Portugal significa um ignorante ou vaidoso. Dificilmente encontraremos alguém que não pense o mesmo da maioria dos políticos. Estarão proibidos de o dizer sem o justificar?
Os políticos, sobretudo os que governam, estão a jeito. Não são cidadãos comuns. Legislam, afetam a vida das pessoas de forma determinante e andam com seguranças não identificados que batem e dão ordem de prisão. Nas revoluções perdem as cabeças. Literalmente. O exercício de um cargo político obriga a aceitar que nos chamem idiotas sem qualquer justificação. Faz parte. É diferente de dizer que roubamos. É só dizer que fomos maus. Dizer que se é "o mais idiota" é só dizer que fomos os piores.
Não quero um país em que não se possa chamar "idiota" livremente a um governante. Sobretudo sendo este um país de governantes Idiotas, Ignorantes, Vaidosos, Mentirosos e que todos os dias vão governando a favor dos seus interesses sem qualquer tipo de pudor nem compaixão pelos seus cidadãos. Será que é proibido mandá-los "à merda"?
Quanto custa senhor doutor juiz?
Neste mercado de insultos que se tornaram alguns tribunais portugueses, na inútil e impossível defesa da dignidade dos que nos governam, apetece-me entrar e dizer: Vou levar três "idiotas", uma dúzia de "gatunos" e apenas um "filho da puta"*, mas só porque não me pagam agora em junho. Venho cá em novembro e levo mais...
Tenham juiz(o).
* atenção que estou só a brincar, não me pagam o suficiente para liberdades dessas...

domingo, março 03, 2013

Carta aberta a Rudolfo Rebelo.

Esta carta vem no contexto desta notícia publicada no jornal Público de 1 de Março de 2013.

Meu querido Ruddy,*

Tendo lido uma carta que tu de modo tão socialmente hábil publicaste no teu mural do facebook venho por este meio enviar-te esta missiva. Espero que compreendas.

Já percebi que és um adepto da epistolografia e que conheces bem a política e os políticos. Usas de muita familiaridade para com todos, pelos vistos. Para além disso imitas muito bem Christine Lagarde, menos o seu penteado prateado, como é visível na fotografia, mas hás-de lá chegar. Também dominas as redes sociais e tens, até ao momento, 28 amigos que gostam da carta que enviaste a António José Seguro. Adivinha quantos amigos vão gostar desta minha carta?

Estás convencido que os problemas de Portugal estão resolvidos. Pagamos tudo a tempo, os juros desceram, está tudo no bom caminho. A crise está a caminho do fim. Bem... ou não lês jornais, para os quais trabalhaste, nem artigos de economia sobre a situação da Europa ou andas a tomar qualquer coisa porque não podias estar mais iludido.

A verdade é que o teu patrono e patrocinador está a destruir o país. Com a ajuda de liberaizinhos de pacote como tu que se armam que percebem muito do assunto e pervertem os verdadeiros resultados desta política.

Ora nem Passos, que sempre foi mau aluno na escola, nem tu, percebem realmente o que está a acontecer. Porque acreditam numa cartilha que divide a sociedade em dois. Os privilegiados chicos espertos dum lado e o povo burro do outro. Porque acreditam que é pela pobreza do povo que se alcança a riqueza da nação. Porque acreditam que uma economia dominada pelo grande capital e sem regras se auto-regula e que o trabalho barato e o Estado mínimo é meio caminho andado para o lucro. Nada mais parvo!

Portugal empobrece a cada minuto. A cada minuto mais portugueses prescindem de uma refeição que não conseguem pagar e tu gozas. Ris-te e tratas o líder da oposição por Tozé numa carta a zombar das suas pretensões e a armar em especialista. Com o teu chefinho Relvas já é outra coisa. O fulano é aquilo que sabemos mas não se pode tocar no senhor. Já é feio gozar com Relvas. Ou, como diz o teu outro amigo Mendes Bota, é crime.

Tu não foste eleito Rudolfo. És um contratado para fazer sabe-se lá o quê com dinheiro nosso. Tem respeito! Não estás em posição de ensinar nada a ninguém. Aliás nem que estivesses terias essa competência. Não chegas lá e a presunção de que o teu paizinho político vai resolver a crise é a prova disso mesmo.

És um lacaio de um partido. Um boy. Um pretenso jornalista que na realidade nunca foi imparcial. E andas nestas lides para ganhar dinheiro. Ganhas dinheiro com a crise Rudolfo. E gozas com os portugueses.

Imagino o gozo que te deve dar observar o modo como os teus patrocinadores destroem o país, o tecido empresarial, a educação, a cultura, a saúde publica.

Por causa de tipos como tu Portugal deixou de existir e tu gozas! E és pago por nós! E gozas com a situação.

Um qualquer amiguito teu poderia brincar com António José Seguro. Não é que ele também não mereça. Mas tu Rudolfo, és pago pelo Estado para aconselhar o Primeiro Ministro. Deverias ser um fulano com mais nível. Mais qualidade.

Afinal quanto te pagam mesmo? E o que é que fazes pelo país mesmo que ainda não percebi? Dás conselhos? Tu?

Quantos colegas teus de escola se estarão a rir agora?

Envio-te esta carta aberta em meu nome. Não estou a fingir que seja outro. Mas se preferires posso dizer que isto também é humor. Só tenho um bocadinho de melhor gosto do que tu.

Se vires este texto no facebook vê bem quantos "likes" tenho e compara e repara bem para que lado pende a balança.

* entenda-se como diminutivo de "rude" em inglês e que significa mal-educado.

sexta-feira, março 21, 2008

O que ela queria, eu não dei...



Saí de casa
Pa ir pa escola
Top preto, jeans de ganga
E ténis de mola

Cheguei ah aula
E tava o quim
A mandar mensagens
No telm para mim

Estava eu tao sossegada
A mandar mensagens e mais nada
Veio a prof e disse assim:

Da-me o telemovel
Da-me o teu telefone
Da-me a caderneta
"Vou por la o teu nome"
E eu botei-lhe a mão:

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

Oh gorda sai da frente
Que eu quero gravar
Baza borrachona, tás a atrapalhar
Vamos ser famosos vamos pro ar

Vai pa internet, vai tvi
Isto caso mundial, vai po csi
e eu disse-lhe assim:

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

BiDiAr