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sexta-feira, agosto 14, 2009

A minha guitarra favorita ficou orfã...



Ontem faleceu Les Paul, guitarrista e inventor, fundamental no desenvolvimento da guitarra eléctrica contemporânea. Foi Les Paul o responsável pela Gibson Les Paul que vemos na fotografia. Tudo começou por uma guitarra a que chamou "the log" por ser basicamente um bloco sólido de madeira com um braço e um pick up, ao contrário das guitarras eléctricas dos anos 30 que mantinham a caixa de ressonância. O bloco sólido resolveu problemas de feedback e permitiu mais ataque no som da guitarra. O Rock nunca mais soaria da mesma maneira. Les Paul não foi o único, mas foi dos mais relevantes. A Gibson demorou 10 anos até aceitar o modelo de Les Paul e foi, curiosamente, o desenvolvimento paralelo da guitarra da Fender - sua concorrente - que os convenceu finalmente. Hoje a Les Paul é a imagem da Gibson e, ao lado da Stratocaster da Fender, a guitarra eléctrica mais popular e mais copiada do mundo. Para além das guitarras, e como se isso não fosse o suficiente, Les Paul foi absolutamente pioneiro na gravação multi-pistas e foi um dos inventores do primeiro gravador multi-pistas em fita magnética - o primeiro 8 track foi construido para si pela Ampex -, algo que possibilitou desde logo os home made studios. O homem é uma lenda! Eu nunca tive uma Gibson Les Paul, fiquei-me por uma imitação barata, mas esta sempre foi e será a guitarra dos meus sonhos. Les Paul deixou-nos ontem mas o seu nome e a sua guitarra ficam para sempre.

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domingo, abril 19, 2009

I Was Once Shot in the Back of My Head


Shot In The Back Of The Head from Moby on Vimeo.
"Shot in the Back of the Head" é a uma música nova do Moby e este é o video feito pelo David Lynch. São 3 minutos de uma animação muito lowfi completamente a pensar na web. Devo dizer que soube disto pelo twitter do Lynch e que agora acompanho minuto a minuto a vida da Amanda Palmer porque ela está completamente viciada naquilo. Vai passar como tudo passa, essa mania, essa urgência de partilhar-mos todos os minutos da nossa vida com milhares de estranhos. Muitos dirão que é puro marketing para estes músicos e artistas que lutam contra as forças do mal simbolizadas em vilões como os do Pirate Bay (outra visão do mesmo assunto) o falecido Baudrillard diria com certeza algo que eu não consigo aqui reproduzir mas que passaria provavelmente pela noção de que esse hiper-realismo é mais um obstáculo à realidade e promove um ciclo infinito de simulacros que nos afasta cada vez mais de uma qualquer noção de realidade, ainda que remota. Já ninguém quer saber da realidade e comportamo-nos como se isto fosse um filme. Até para esta crise, que sempre aqui esteve mas que não existia só porque não era noticiada, imaginamos um final feliz como se isso fosse inevitável, como se a nossa vida fosse construída com as regras de um argumento de Hollywood. Um dia, com os avanços do DNA e tudo, os pais poderão fazer um post no seu twitter com a sinopse da vida do filho que vai ainda nascer... espectacular!

PS: Vi ontem um filme de 2006 "This is England" de que gostei muito. O filme passa-se em 1983 e devo ter, mais coisa menos coisa, a mesma idade de Shaun - Thomas Turgoose do filme Eden Lake, é genial neste filme dedicado à sua mãe falecida em 2005 -, o protagonista . Um miúdo, filho de um militar morto no conflito das Falklands, acaba por encontrar o único refúgio num grupo de skinheads e vive uma experiência de realidade mais brutal do que procurava mas mais rica também. O crescimento da cultura Nacionalista no Reino Unido veio de um sentimento de crise muito próximo do actual e, em última análise, este filme ensina-nos que o ódio e a violência vêm quase sempre de frustrações muito interiores e pessoais. As ideologias fomentam mais violência quanto mais pobres e infelizes são as pessoas nas suas vidas pessoais e são muitas vezes os mais fundamentalistas os que estão mais distantes dos verdadeiros motivos ideológicos, políticos ou religiosos. O ódio está no lado oposto da convicção mas às vezes odeio tanto tanta coisa...

sábado, abril 04, 2009

Coisas que existem e não têm explicação...

<a href="http://amandapalmer.bandcamp.com/track/creep">Creep by Amanda Palmer</a>
Não tem explicação só encontrar isto agora, não tem explicação o poder desta música, não tem explicação outra menina a tocar ukelelee no Gosto Duvidoso (atenção ao bónus), não tem explicação o facto de gostar do twitter, não tem explicação estar, neste preciso momento, a olhar para uma tartaruga que é minha e a adorar, não tem explicação a confusão que está esta casa, não tem explicação este amor novo que sentes, não tem explicação o anjo que dorme na minha cama...

...e ainda bem que nada disto tem explicação. Como deve ser.

A nossa vida às vezes é épica e tu mano sabes isso ainda melhor do que eu...

terça-feira, agosto 12, 2008

Isaac Hayes faleceu a 10 de Agosto de 2008



Isaac Hayes foi um enorme músico da funk e da soul americana. Dono de uma voz incrível Hayes foi produtor, compositor, cantor e actor durante a sua carreira. Trabalhou durante os anos 60 na editora Stax Records como compositor e produtor.

Em 1972 Hayes venceu o Oscar para a melhor música com o tema do filme "Shaft", o primeiro para um afro-americano sem ser como actor, assim como dois Grammy Awards.

Em 1997 aceitou a medo ser a voz de "Chef", uma personagem da famosa série de animação "South Park" do Comedy Central. Acabou por ser um sucesso e trouxe-o de novo para a ribalta. Até 2006 deleitou os fans da série com a sua fantástica voz.

Agora que nos despedimos de Isaac Hayes deixo aqui um pequeno vídeo que editei para nos lembrar-mos dele. Uma actuação em 20 de Dezembro de 2005 no Late Night with Conan O'Brien em que dirigiu a banda e cantou o tema "Shaft" de 1971, com a participação especial de muitos membros dos Max Weinberg 7...

...Isaac i'll miss you

quarta-feira, março 26, 2008

"The Raconteurs" novo album saiu hoje!










O vídeoclip de "Salute your Solution" foi realizado por Autumn de Wilde e consiste em mais de 2500 fotografias editadas de modo a parecerem uma actuação da banda em vídeo.

Como prendinha deixo aqui a música "Consoler of the Lonely"

sexta-feira, março 21, 2008

O que ela queria, eu não dei...



Saí de casa
Pa ir pa escola
Top preto, jeans de ganga
E ténis de mola

Cheguei ah aula
E tava o quim
A mandar mensagens
No telm para mim

Estava eu tao sossegada
A mandar mensagens e mais nada
Veio a prof e disse assim:

Da-me o telemovel
Da-me o teu telefone
Da-me a caderneta
"Vou por la o teu nome"
E eu botei-lhe a mão:

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

Oh gorda sai da frente
Que eu quero gravar
Baza borrachona, tás a atrapalhar
Vamos ser famosos vamos pro ar

Vai pa internet, vai tvi
Isto caso mundial, vai po csi
e eu disse-lhe assim:

É meu(é teu)
Não dou,(não,não)
Foi com a reforma
Que o meu avo o pagou(ah pois foi)

BiDiAr

segunda-feira, novembro 12, 2007

After all these years you still don't like us!



9 de Novembro de 2007, Carling Academy Brixton.


O concerto que nunca pensei vir a assistir... os Sex Pistols.
Fantasia da adolescência concretizada plenamente já em idade adulta.


Johnny Lydon voltou a ser Johnny Rotten para estes concertos na Brixton. A banda tocou o seu repertório do album "Never Mind the Bollocks, here's the Sex Pistols" de forma muito profissional mas, obviamente, sem a energia que as barriguinhas crescidas e a idade já não permitem.


Punks pais, punks filhos, outros menos punks, foram 5000 a assistir a um concerto em que Lydon foi igual a si próprio nos comentários polémicos entre as músicas. A tónica foi só uma "Nós somos Ingleses, vocês são Ingleses". Bocas para Tony Blair, para o treinador inglês Steve MacClaren - a lembrar o tristemente célebre Malcom MacClaren, primeiro manager da banda - tudo numa tónica nacionalista revolucionária sem se confundir com o nacionalismo de extrema direita.


Foi um concerto espectacular, numa sala cheia de rebeldes que, ao contrário dos Portugueses, aceitam bem o conceito de Não Fumar em espaços públicos fechados. Quem diria que se pode assistir a um concerto Punk Rock numa sala isenta de fumo... pois é... é possível e a malta divertiu-se à mesma!


A frase que me ficou na cabeça foi a última de Johnny Lydon "After all these years you still don't like us!". Já bem entradito na idade Lydon continua mimado e à espera de ser adorado pelo público mesmo depois de já ser uma lenda viva. Crise de meia idade que a gente desculpa vindo de quem vem.



Fica aqui um cheirinho feito com o telemovel... documento da minha presença mais do que qualquer outra coisa.

Punk is Not Dead, Long Live the Sex Pistols!