quarta-feira, janeiro 07, 2009

Pois... 2009.


Para primeiro post do ano tinha pensado escrever algo verdadeiramente significativo, mas isso nunca aconteceu antes e não era agora que ia começar...

O país está em recessão, o mundo todo está em recessão. Isso significa que alguns tipos ricos, daqueles que investem dinheiro em coisas verdadeiramente luminosas em flatcreens alojados em cubículos entre Lisboa, Londres, Berlim, Nova Yorque ou Tóquio vão começar a pensar seriamente em fazer correr lâminas afiadas ao longo dos seus pulsos antes cobertos por pulseiras de relógios suiços que davam para pagar a minha casa. Já não era sem tempo. Não consigo ter pena.

Claro que a minha existência eminentemente burguesa me deveria conduzir a uma opinião mais ou menos conservadora e reservada sobre isto tudo, mas não resisto. Adoro todos os minutos e observo nervoso o avançar do cancro alimentado por esta gente criativa e engraçada - os contadores de moedas desajeitados do século XXI. Quando é que me vai chegar? Revejo na minha cabeça imagens da Farm Security Administration, que registou por intermédio de fotografos como Dorothea Lange ou Walker Evans imagens da depressão de 1930, e fico à espera da grande fome. Há quem me diga que a corrupção em que vivemos é uma espécie de fungo sem o qual não podemos existir... tipo penicilina. Ás vezes acredito mais do que outras mas não gosto nada da ideia e custa-me reconhecer que pouco faço para desmascarar a burla e ainda menos para ajudar quem realmente precisa.

O meu exército enfraquece à medida que se afasta do falso general e sinto-me fraco para comandar tropas neste momento. A mensagem anda fraca e igualmente em recessão por estes lados.

Apetece-me falar de amor mas o blog do meu irmão encarrega-se disso muito melhor do que eu. Devo dizer que tenho tido momentos bonitos com um rosto bonito que me faz sentir bem e esquecer que tenho de me apaixonar de vez em quando. A felicidade faz-se sobretudo de coisas pequenas e simples.

Um 2009 cheio de obras para os meus soldados e cheio de mim para as minhas musas...

...e já agora cheio de saúde para o pai fundo e força para a mãe sameiro,

é o que desejo.

8 comentários:

Anónimo disse...

resposta colectiva ao 4o parágrafo: hei.

o mundo está em recessãoceraelrcebes.ever assim n pebém.se continuar a escra mao tamclara em segundibra é um código.vale 1,05 euros. o meu computador novo vai me ficar mais barato. e a cnunca vais pesamara da perceber o exército.

napoleão.

Xaninha Silva (Prazer) disse...

"cheio de mim para as minhas musas..."
loooool
Tu não existes mesmo!
Beijinho
Um optimo 2009 cheio de opurtunidades,alegria,saude e muita coragem para enfrentar este mundo e viver neste pais como isto anda.

TM disse...

Não percebo como dizes que nunca aconteceu escreveres algo significativo. Pode não ter acontecido no inicio do ano porque os ultimos posts...
Devias de ter pena... cortar os pulsos é muito pouco para quem anda de bolsos recheados. O melhor seria serrarem-se a meio da cabeça ao pés, ainda por cima nesta altura podia ser que servissem de combustivel para lareiras, assim o nosso dinheiro estava a ser bem gerido.
Quanto à espera da fome, a tua sorte é que não vais esperar muito senão ficavas cansado, pelos vistos vai chegar cedo.
O exército e o general... em tempo de guerra nem toda a gente é forte.
Como leitora habitual do blog do teu irmão, ele anda sempre "in love", mas acho que isso não é motivo para tu não falares
de um sentimento que a ti também te comove. Afinal irmãos, mas diferentes.
Em 2009 que seja o ano de promessa cumprida.
:)

Anónimo disse...

Tu não precisas de escrever sobre amor porque tu ja já és um amor em pessoa. Por isso aproveita a felicidade que os pequenos gestos te proporcionam porque por vezes esses gestos são os mais sinceros e fruto de um bonito sentimento: a amizade! Agora toca a arranjar um tempinho livre para cumprir as promessas!

jcas cecilinha:p

Joana Pereira disse...

O Fundo que tudo ve foi-se abaixo? Sempre andaste lá por cima, na maioria e nunca te tinha visto 'lamechas', é o que denoto do teu texto. Onde esta o Fundo? Se calhar, este foi o artigo mais significativo, ou um dos mais. Se reconheces que nada fazes para ajudar os outros, pq nao começas agora? Estes momentos são cruciais, eles ditam quem somos.

Apeteceu-me chatear, apesar de tudo.

"Ritinha" disse...

vou esperar tempos melhores para comentar...
afinal toda a gente tem os seus altos e baixos
(...)
*

Anónimo disse...

Conheci o José Fundo, casualmente, com quem "convivi", ainda que profissionalmente, durante escassos meses... casualmente, também, vim a descobrir que tem um blog... Devo dizer-lhe que aprecio imenso os seus post e tenho que lhe dar os meus sinceros parabéns pela fotografia que escolheu para ilustrar este. Uma sugestão: escreva com mais frequência pois, tenho sempre muita curiosidade em ler as reflexões que sobre os mais diversos assuntos.

Filipe Lopes disse...

Deve ser do tempo. Deve ser essa a causa destas reflexões filosóficas acerca do mundo e das nossas encruzilhadas. Deve ser do tempo... Do meteorológico e do outro. Porque a mim também me afecta. Tenho andado, como o tu do último "post" do ano anterior, algures entre a lamechice e o desespero de percorrer um poço infindável de bosta onde os sonhos se escoa(ra)m em toneladas de esterco.
Tenho saudades tuas, do Fantas e do Porto.
Vemo-nos lá!
Grande abraço, irmão.