Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Today´s Oblique Strategy ou Today's Useless Thought.

Desde 2 de Agosto deste ano dediquei-me a publicar no twitter e no facebook as Oblique Strategies publicadas em 1975 por Brian Eno e Peter Schmidt. Tudo começou com uma aplicação para o iPhone que achei muito curiosa e que me deu a conhecer este trabalho. Durante algum tempo não sou o que fazer com ela até que me surgiu a ideia de publicar uma "oblique strategy" por dia para eu e os meus leitores ou seguidores no twitter e facebook eventualmente reflectirmos sobre outros modos de resolver problemas criativos ou do simples dia a dia. São sugestões tão simples quanto desconcertantes e a sua publicação exigia de mim um pequeno esforço que me obrigava a reflectir sobre cada uma delas. Mais do que simplesmente consultar uma aplicação no telefone e ler uma frase.
Pois bem, acabaram as Oblique Strategies. Devo dizer que espero que o seu resultado seja melhor nos leitores do que em mim porque continuo exactamente onde estava ou mesmo pior. Mas isso já era de esperar.
A minha estratégia para hoje será começar algo novo. Não vou publicar frases com o nome do projecto de Eno e Schmidt porque isso seria uma falha grave de direitos de autor e uma palermice. Por isso decidi iniciar um conjunto novo com frases minhas. Em inglês porque há leitores do twitter e do facebook que não são portugueses e porque mais se irão juntar, espero.
A partir de hoje irei tentar publicar de segunda a sexta um "Useless Thought" e o Useless Thought de hoje é: Start something useless.

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Não queria voltar por este motivo mas...

Já há muito que não escrevia no blog. Planeava há algum tempo uma nova estratégia de actuação que envolvesse posts frequentes até que acontece isto: José Saramago faz afirmações sobre o que entende da Bíblia e dos seus ensinamentos e afirmações. É evidente que Saramago sabe que muitos católicos não entendem as escrituras de uma forma literal, mas também é sabido que as interpretações já deram origem a muitas asneiras por gente de muita responsabilidade e que causaram muita morte. Do ponto de vista do comportamento dos seus fieis se não há dúvida que o catolicismo é abrigo de muita "caridade" e boas acções na ajuda do próximo também não podemos escamotear as barbaridades morais, a charlatanice, os falsos princípios e a hipocrisia. Para não esquecer a guerra. Por coincidência vi esta semana o documentário "Religulous" de Bill Maher que tenta provar a completa inutilidade da crença religiosa. Bill Maher dificilmente se pode considerar um estudioso do assunto mas diz coisas interessantes e sobretudo revela um grupo de crentes curioso, tonto, mesmo até perigoso e que representa um número de fiéis muito maior do que se imagina. Malta que acredita na bíblia e noutras escrituras de uma forma literal, no Adão e na Eva. Assustador! Eu não acredito, tenho muitas vezes medo do que pode fazer quem acredita e muito menos acredito que muitas leituras me possam explicar aquilo que os próprios católicos deliberam inexplicável: A existência de Deus, A Santíssima Trindade e os Milagres e essas coisas todas... Pura e simplesmente não acredito e custa-me que a palavra Deus vezes demais tenha sida proferida antes ou depois de uma qualquer agressão bélica que vai matar ou já matou milhares de seres humanos. Claro que nenhum genocída vai ler o blog e os meus amigos católicos são todos pela paz mas a associação entre guerra e religião é inevitável.

Mas o problema não é o que Saramago, eu próprio ou Bill Maher pensam, ou mesmo o que pensam os teólogos do mundo, o problema que me trouxe aqui é o que pensa a BESTA QUADRADA (e o insulto é propositado) do eurodeputado Mário David (e acreditem que queria mesmo que o atrasado mental googlasse o seu próprio nome para aqui chegar, por isso vou repetir O EURODEPUTADO DO PSD MÁRIO DAVID É UMA BESTA QUADRADA!) e é por causa disto. Esse senhor, eleito porque para ser deputado em Portugal também não é preciso ser grande coisa, acha, por qualquer motivo, que fala pelos portugueses e acha que Saramago devia abdicar da nacionalidade portuguesa por não ser católico e não concordar com a Bíblia. Então e eu? Também devia abdicar? e a malta toda das outras religiões? Todos para Espanha? e o nosso Estado LAICO? Tudo para Espanha também? Ou só podemos ser portugueses enquanto mantivermos em silêncio as nossas crenças pagãs? Eu proponho outra coisa... proponho ao eurodeputado Mário David que nunca mais volte, que vá pedir ao Vaticano asilo político ou espiritual se assim o entender ou fique por Bruxelas quero lá saber. Se ele acha que a opinião da maioria dos portugueses não pode ser posta em causa não sei porque é que ele continua a ser do PSD que só tem 29,11% dos Portugueses do seu lado. Aliás, ninguém tem maioria! Como é que ele resolve isto? É uma besta, é a única explicação. Leiam besta no sentido bíblico se acharem mais bonito.

Tenho dito. Desculpem lá o mau feitio...

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

A minha guitarra favorita ficou orfã...



Ontem faleceu Les Paul, guitarrista e inventor, fundamental no desenvolvimento da guitarra eléctrica contemporânea. Foi Les Paul o responsável pela Gibson Les Paul que vemos na fotografia. Tudo começou por uma guitarra a que chamou "the log" por ser basicamente um bloco sólido de madeira com um braço e um pick up, ao contrário das guitarras eléctricas dos anos 30 que mantinham a caixa de ressonância. O bloco sólido resolveu problemas de feedback e permitiu mais ataque no som da guitarra. O Rock nunca mais soaria da mesma maneira. Les Paul não foi o único, mas foi dos mais relevantes. A Gibson demorou 10 anos até aceitar o modelo de Les Paul e foi, curiosamente, o desenvolvimento paralelo da guitarra da Fender - sua concorrente - que os convenceu finalmente. Hoje a Les Paul é a imagem da Gibson e, ao lado da Stratocaster da Fender, a guitarra eléctrica mais popular e mais copiada do mundo. Para além das guitarras, e como se isso não fosse o suficiente, Les Paul foi absolutamente pioneiro na gravação multi-pistas e foi um dos inventores do primeiro gravador multi-pistas em fita magnética - o primeiro 8 track foi construido para si pela Ampex -, algo que possibilitou desde logo os home made studios. O homem é uma lenda! Eu nunca tive uma Gibson Les Paul, fiquei-me por uma imitação barata, mas esta sempre foi e será a guitarra dos meus sonhos. Les Paul deixou-nos ontem mas o seu nome e a sua guitarra ficam para sempre.

Become a Fan of Les Paul on Facebook

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Eu não sei bem o que quero, mas...

Eu não quero um Primeiro Ministro que acha que se está a fazer "uma perseguição social dos ricos". Porque isso não é verdade. Porque os que mais têm mais devem contribuir para a resolução da crise. Porque a crise foi criada pelos "ricos" e pelos seus bancos de investimento. Por tudo isto e porque quem se põe a dizer estas coisas se prepara, de certeza, para aumentar ainda mais o clientelismo público da pseudo iniciativa privada - se tal ainda for possível depois de tantos bail outs. Prepara-se para defender os senhores dos "iates?".

Porra!
Quem é que se lembra de defender os senhores dos "iates"?

Eu acho, ao contrário do que diz essa senhora, que tem sido feita uma perseguição social dos pobres, dos trabalhadores, dos honestos, dos que não têm amigos importantes num ou noutro governo. Eu acho que essa senhora devia estar calada. Eu acho que ela representa um Portugal que já não interessa a ninguém.

Só para rir um bocadinho... ou chorar, daqui por 2 meses.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Noite de S. João vem aí e cá está o mau tempo...


Olha! Os Dead Weather não gostam que a gente faça o "embedding" do seu vídeo!Ou será a NBC? É mais provável que seja a NBC. Troquei por um vídeo da banda...

O Texto original deste post:

"Sendo assim mais vale ouvir The Dead Weather ao vivo no Tonight Show de Conan O'Brien...

...muito Rock n Roll!"

Quarta-feira, Junho 03, 2009

London calling...

From Photography

From Photography

From Photography

Foi uma viagem relâmpago mas que me deixou muito bem disposto. Tenho de fazer isto mais vezes. Nunca faço muitas fotografias turísticas e a minha câmara de serviço foi o iPhone. A velocidade e o movimento é o que vos deixo desta vez. Sem pretensiosismos.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Eu não gosto de Geometria Descritiva!



Eu não gosto de Geometria Descritiva. Nem tenho de gostar. Nem sequer tenho de fingir que gosto, ou tenho? Pelos vistos há quem pense que eu deveria fingir.
Já dei aulas da coisa. Não correu mal, antes pelo contrário. Foi uma paz de alma ensinar a fazer aqueles exercícios. Mas não gosto.
Expliquei milhões de vezes a razão pela qual a Geometria Descritiva deveria ser substituida no currículo por uma disciplina de representação rigorosa que, ainda que aproveitando algumas das bases da anterior, deveria enveredar por técnicas e soluções de representação mais actuais e, sobretudo, deveria primar pela simplicidade e pelo sentido prático ao contrário dos quebra-cabeças abstractos e sem sentido que acabam por moer a paciência de candidatos às Belas Artes nos exames nacionais. Faz bem à moleirinha, vão dizer os mais conservadores, treina o entendimento do espaço, dirão outros assim assim. Eu digo que isso tudo se pode fazer com outras ferramentas e que representar as projecções e sombras nos planos horizontal e vertical de um cone assente num plano projectante vertical, seccionado por um plano oblíquo, etc, etc... é uma chatice que serve apenas para alimentar o monstro.
Não presumo ser o rei da verdade e este é um assunto polémico. Não é pacífico. Nem a minha opinião sobre este assunto se esgota nestas linhas.
Devo dizer ainda, para quem me lê e ainda tem de fazer a disciplina, que raramente um currículo nos agrada na totalidade e que por vezes há desafios que parecem mais tontos ou mais complicados. A verdade é que estão lá e, como não há forma de os contornar, devem ser encarados com responsabilidade. A Geometria Descritiva não é um bicho de sete cabeças Aprende-se e pratica-se e pode, na conjuntura actual, ser uma óptima opção para tirar 20 num exame nacional de acesso ao ensino superior. Só por isso merece a atenção dos alunos. E depois há quem goste muito e muita gente que a acha fundamental. Eu é que não e pronto. Em muitos países civilizados outras disciplinas substituem a exaustiva prática dos ensinamentos de Gaspard Monge (1946 - 1918), não estou a proferir nenhuma blasfémia, ou estou?

imagem de Gaspard Monge retirada do blog Napoleon Bonapart en BD.