
por momentos pensei...
chiuuuuuuuuuu... !
roadkill
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artes plásticas... cinema... poesia... política... sei lá! ... basicamente as ideias todas a monte... o que passa pela cabeça e que escapa pelos dedos...








Hoje vou ver o Tetsuo, the Iron Man mais uma vez!
Amar é a curta metragem vencedora do corta!2006, realizada por Esteban Crespo, um jovem realizador espanhol já premiado no festival Curt Ficcions Yelmo Cineplex 2005 com o filme Siempre quise trabajar en una fábrica. Este novo filme de Esteban, com a duração de doze minutos, não nos conta propriamente uma história, não no sentido tradicional em que as coisas têm um princípio e um fim. O filme é sobre a partilha, sobre o risco da intimidade e a coragem de sermos nós próprios perante os outros, perante os que nos estão mais próximos. A história está apenas a começar quando o filme acaba. 





Um corpo, um objecto, uma ideia de retrato, de auto-retrato... uma ideia de máquina, máquina viva.
Para que serve?
Para onde se move?
Por que raio funciona?
A inutilidade absoluta como objectivo máximo de uma máquina terrorista. Tornar tudo inútil.
Paradigma do anti-entretenimento, inimiga do pragmatismo capitalista, a máquina move-se sem que se perceba o seu movimento, a sua razão.
A máquina é o corpo do artista em movimento perpétuo. Em busca do zero absoluto. Falso corpo que se instala como vírus informático na estrutura mental do observador. Predadora do pensamento racional, reage a qualquer conceito, qualquer ideia de ordem.
Um texto, poema maldito, desconcertante pela sua aparente facilidade consumista, ilustra de forma enganadora as imagens propostas, ideias de identidade. Significações inesperadas nascem da associação livre entre imagem e texto.
A máquina alimenta-se do olhar. Questiona-o. Reinventa significações para cada certeza. Mina todos os preconceitos do objecto.
Um rosto surge por trás de cada forma, cada extensão, cada avanço sobre as possibilidades da existência da coisa. Esse rosto é diferente de cada vez, diferente para cada olhar. A identidade do artista surge como um embuste, uma farsa, encenação de impossibilidades teóricas, contradição das contradições – estou aqui e não estou, existo e não existo... existo só para si, de cada vez diferente.
A máquina, catapulta de imagens mentais, funciona na medida em que cada um a toma como sua, a apropria, e assim desenrola a infinidade de soluções subjacentes às suas próprias intenções misteriosas. Uma imagem nunca diz verdade e nunca mente. Apenas abre possibilidades.